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A importância de programas de intervenções de estilo de vida para o sucesso da cirurgia bariátrica.

Atualmente, pelo menos 21 patologias são associadas à obesidade e podem levar complicações como enfarte, derrame e hipertensão. O Brasil já é o segundo no ranking mundial de cirurgia bariátrica, com um aumento de 7,5% no número de cirurgias em 2016 em relação ao ano anterior. No entanto, não se pode descartar um dos desfechos possíveis, que é reganho de peso e a consequente reincidência de patologias relacionadas ao sobrepeso. Veja por que o monitoramento de pacientes através dos programas de intervenção de estilo de vida têm papel fundamental para garantir o sucesso da cirurgia.

 

Monitoramento de pacientes pode reduzir riscos no pós-operatório (PO)

Nos últimos 10 anos, o número de cirurgias bariátricas aumentou cerca de 300% no Brasil, de acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

No pós-operatório da cirurgia bariátrica a perda de peso é bastante rápida em função da adaptação do paciente à restrição gástrica, ao aumento inicial da saciedade e dos próprios mecanismos de proteção metabólica do organismo.

Essa perda tende a se estabilizar ao longo dos 12 primeiros meses e é esperado um reganho, da ordem de 5% a 10%, a partir dos 18 meses – sendo considerado clinicamente significativo quando passa desse índice.

Estudos recentes discutem a presença do transtorno da compulsão alimentar (TCA) como um dos fatores de risco associados ao reganho de peso pós-operatório. Caracterizado por episódios onde o indivíduo come descontroladamente uma quantidade de alimentos superior à normal e em curto espaço de tempo, o TCA deve ser considerado em estratégias que visam garantir o sucesso da cirurgia bariátrica.

Dessa forma, o monitoramento de pacientes é a maneira mais eficiente de averiguar e incentivar o engajamento aos programas de intervenção de estilo de vida que visam ajudar o paciente a evitar e superar problemas como o TCA e aderir ao programa nutricional.

 

Monitoramento de pacientes gera intervenções mais pontuais e assertivas

Ainda que o TCA seja um dos problemas mais comuns em relação ao ganho de peso, não é o único enfrentado por pacientes que passam por pós-operatório da cirurgia bariátrica. Os pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica também estão sujeitos a deficiências nutricionais pós-operatórias decorrentes de diversos fatores. Entre eles estão deficiência pré-cirúrgica, suplementação inadequada, ingestão alimentar reduzida, má-absorção de nutrientes e a própria ausência de seguimento do PO ou de monitoramento.

As deficiências mais comuns são as de ferro, cálcio, proteína, folato, zinco, cobre, vitaminas A, B12, C, D e K, e tiamina.

Dessa forma, a recomendação de monitoramento de pacientes de cirurgia bariátrica em casos de deficiência nutricional é de pelo menos todo o primeiro ano, com exames laboratoriais para controle e medição a cada três meses, e bienal a partir daí.

Já para os pacientes que apresentem TCA, o monitoramento deve se estender pelo tempo em que houver indicação médica, assegurando sua adesão ao programa de intervenção de estilo de vida.

 

Os programas de intervenção de estilo de vida são essenciais ao sucesso da cirurgia

O acompanhamento psicológico aos pacientes de cirurgia bariátrica é essencial para que ele consiga acompanhar e se adaptar a todas as mudanças necessárias no seu estilo de vida e ao seu próprio corpo.

Apesar de desejada, a transformação nem sempre é facilmente aceita, sendo necessária abordagem da Terapia Cognitiva-Comportamental para a tomada de consciência do paciente quanto a comportamentos viciosos, minimização dos quadros de depressão e ansiedade, estabilidade emocional e compulsividade.

O monitoramento de pacientes, por outro lado, prioriza a interação com o indivíduo em tratamento, incentivando o cumprimento das prescrições, das dietas, analisando suas condições de saúde física e mental e atuando no encaminhamento desse paciente para cuidados médicos e psicológicos em episódios de depressão e compulsão, por exemplo.

O interessante é que a medida não só é de baixo custo para as operadoras, como tem grande aceitabilidade por parte dos usuários, muitas vezes evitando internações e consultas desnecessárias que não só encarecem os custos do plano de saúde, como podem ser incômodas e desanimadoras para o próprio paciente.

Ao integrar tecnologias, o monitoramento de pacientes mantém equipes multidisciplinares em constante contato com o usuário através de vários devices – como wearables, aplicativos e smartphones – otimizando soluções e gerando um vínculo de cuidado com o usuário que humaniza o atendimento e se reflete em seu tratamento.

 

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