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Como preparar sua operadora para o envelhecimento da carteira de clientes?

Já somos mais de 207 milhões de brasileiros, de acordo com os dados do IBGE publicados em 2016. Um ano antes, a contagem era quase 2 milhões a menos. O ritmo acelerado e o crescimento da população no Brasil também têm reflexos na quantidade de idosos. Segundo o instituto, uma vez mantida a taxa atual, nas próximas décadas o envelhecimento da população será mais de duas vezes mais rápido do que a média mundial.

Mas como lidar com o envelhecimento da população? Como preparar os diversos setores que serão impactados por este novo contexto? A saúde, com certeza, enfrentará diversos desafios. Porém, uma vez antecipados e superados, esses desafios podem representar enormes oportunidades para os provedores de saúde que conseguirem se adaptar.

Veja porquê e como a operadora deve se preparar para o envelhecimento da sua cartela de clientes.

Envelhecimento da população acelerou na última década.

O Brasil está ficando cada vez mais velho. Dados do IBGE mostram que, durante todo o século XX a proporção de idosos na população brasileira foi inferior a 10%, uma taxa equivalente às dos países menos desenvolvidos. Esse perfil começou a mudar rapidamente na última década, como mostra a SIS (Síntese de Indicadores Sociais), passando de 9,8% para 14,3% e se aproximando da taxa projetada nos países desenvolvidos.

A estimativa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é que o país ocupará a sexta posição no ranking mundial dos países com maior quantidade de idosos já em 2025. Em 1950, o Brasil tinha 2 milhões de habitantes com 60 anos ou mais, número que pulou para 6,2 milhões 15 anos depois – e 13,9 milhões na virada do século.

No entanto, a projeção do IBGE é que até 2050 a população acima dos 60 anos chegue a 66,5 milhões de pessoas, representando 29,3% do total de habitantes. A virada, segundo o órgão, deverá ocorrer em cerca de 13 anos, em 2030, quando o número de idosos vai ultrapassar o de crianças entre zero e 14 anos.

 

Como o envelhecimento da população impactará a saúde?

Desde a década de 80 os brasileiros ganharam mais 12,4 anos de vida, segundo os cálculos do IBGE, principalmente graças aos avanços como a diminuição das taxas de mortalidade, especialmente a infantil, controle da natalidade e melhoria da qualidade de vida. No entanto, essa conquista tem um custo, que é o aumento da demanda para o setor da saúde.

Os quase 30% de idosos precisarão de mais serviços e assistência, em um contexto em que o aumento da taxa de sinistralidade será inevitável. Males típicos da terceira idade, como doenças crônicas e suas complicações – diabetes, sequelas de problemas cardiovasculares, hipertensão e doenças coronarianas, por exemplo – além de dependência determinada por vários tipos de demência passarão a prevalecer nos serviços de saúde.

Dados do Urban Institute mostram que, atualmente, os gastos das operadoras com os cuidados com idosos representam 63% de suas despesas – e que esse número pode chegar a 80% com o aumento da proporção de idosos na carteira de clientes. Um maior investimento nos programas de medicina preventiva e a captação desse público pode ajudar a evitar esse quadro.

Medidas que podem preparar a operadora para o envelhecimento da cartela de clientes.

Por outro lado, é preciso identificar os principais problemas já enfrentados hoje pelos provedores de serviços de saúde em relação ao público da terceira idade, buscando soluções humanas e tecnológicas. Alguns deles são a falta de armazenamento centralizado do histórico de saúde dos idosos; baixo engajamento dos idosos aos programas de promoção a saúde e qualidade de vida; atendimento realizado por profissionais de diversas especializações, sem que haja interação entre eles; hospitais sem informações sobre o histórico de saúde do paciente para o atendimento de urgência; falta de controle sobre o cumprimento das prescrições durante os tratamentos ou após as internações.

Mapeamento das condições da carteira

Conhecer as estatísticas sobre a saúde da população é fundamental. Dados sobre a incidência de doenças crônicas, hábitos, histórico de saúde e etc. podem ajudar as empresas a fazerem os investimentos certos para atender melhor seus clientes idosos.

Hoje sabe-se, por exemplo, que 40% dos idosos com 60 anos tem pelo menos três doenças crônicas, número que sobe para cinco para 50% dos idosos com 75 anos. Da mesma forma, aumenta também o tempo de internação, com média de cinco dias para o primeiro caso e de oito para o segundo.

Intensificação dos programas de medicina preventiva

É fundamental que haja elaboração de programas mais criativos e atraentes, baseados nas reais necessidades dos pacientes e não na conveniência do plano. Muitas vezes as operadoras lançam os programas de saúde e qualidade de vida apenas para cumprir a obrigação perante a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS), mas não realizam uma pesquisa de mapeamento das necessidades dos usuários. Como resultado os programas acabam tendo baixo engajamento e não cumprem sua missão de prevenir males futuros.

 

Investimento em saúde mental

Dados levantados pelo SmartCare mostram que mais de 70% dos idosos tem algum grau de depressão. Ao investir no bem estar emocional de seus pacientes a operadora está prevenindo outros tipos de males relacionados à depressão, uma das cinco enfermidades que mais atingem os idosos – ao lado da diabetes, hipertensão arterial, câncer e osteoporose.

Para se ter uma ideia, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa para os que vivem com a família e estão inseridos na comunidade. Esse número pode dobrar em relação aos idosos institucionalizados, aqueles que estão em casas de repouso ou asilos. Nos pacientes hospitalizados por problemas de saúde, a prevalência chega a quase 50%.

Com essas medidas sua operadora estará diminuindo os impactos negativos no negócio pelo envelhecimento da população e, ao mesmo tempo, prestando um serviço de melhor qualidade, contribuindo para a melhoria do padrão de vida da terceira idade.

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