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Como reduzir despesas através de monitoramento da saúde dos funcionários?

Prevenção. Alguns gestores ainda podem pensar que é apenas mais uma palavra batida, mas muitos já descobriram que ela é capaz de operar milagres – milagres econômicos.

A assistência médica está sempre no topo da lista de benefícios preferidos pelos funcionários, mas também é o primeiro tipo de gasto a ser cortado quando vem uma ordem para redução de custos na área. Nesse cenário, manter o foco no monitoramento da saúde dos funcionários tem sido a solução encontrada por muitos gestores para reduzir custos.

 

Metas, orçamentos, despesas, equipamentos, produtividade. Ver a empresa como um negócio que precisa ser, acima de tudo, sustentável e rentável, muitas vezes faz com que gestores esqueçam que ela é composta por pessoas – que têm sentimentos, angústias, desconfortos, sonhos, tristezas, dores e cansaço. Por muitos anos, os recursos humanos foram vistos apenas como isso, recursos. Hoje, já se sabe que, para manter a empresa produtiva, é preciso considerar que a saúde física e emocional dos funcionários influencia diretamente na produtividade do negócio.

Exceder limites físicos, instalações inadequadas, excesso de horas trabalhadas, descuido com as normas e equipamentos de segurança são fatores óbvios que influenciam na saúde física e merecem atenção. No entanto, a saúde mental, que pode ser afetada por competitividade acirrada, ambiente de trabalho pesado, promessas não cumpridas, falta de reconhecimento, baixo nível de incentivo, etc., influencia no rendimento e na própria saúde física.

Estresse pode causar dores nas costas, indisposição, cefaleia, enxaqueca, aumento de pressão arterial, úlcera e até aumentar a probabilidade de doenças autoimunes. Pode também ocasionar problemas de sono, mudanças bruscas de comportamento, dificuldades de relacionamento e/ou comunicação e dificuldade de foco, prejudicando a produtividade individual e gerando um clima organizacional doente.

Quando a empresa investe em monitorar a saúde de seus funcionários ela passa a rastrear essas situações e entendê-las como fatores de risco, podendo agir preventivamente.

Mas como a gestão do cuidado da saúde pode reduzir custos?

Pesquisa da Mercer Human Resource Consulting com 335 empresas mostrou que 35% delas direcionam 9% da folha de pagamento para despesas relacionadas à saúde dos funcionários – seja para auto-gestão ou para a contratação de empresas de saúde.

O monitoramento da saúde é importante nesse cenário porque cada vez mais fica claro que gerenciar a saúde não significa apenas pagar por ela.

Muitas pessoas vão ao médico, tomam a medicação receitada, mas param aos primeiros sinais de melhora. Quando os sintomas retornam, é comum haver peregrinação por hospitais, licenças médicas e internações, gerando estresse familiar, prejudicando o rendimento no trabalho e aumentando custos assistenciais da empresa.

Como todo benefício de saúde é um seguro coletivo, cada vez que uma pessoa usa os serviços do plano (necessitando ou não), aumenta a taxa de sinistralidade do grupo e os demais conveniados também pagam essa conta. Assim, um número excessivo de consultas, exames e terapias pode acarretar em maiores reajustes anuais da mensalidade por parte da operadora.

Por isso, o problema deve ser abordado em todas essas frentes, de forma simultânea. É preciso fazer uma campanha educativa para os funcionários sobre o uso dos planos, procurando conscientizá-los sobre a utilização inteligente e eficiente, claro.

 

A importância dos programas de saúde e qualidade de vida

Fuja de ações pontuais e invista em programas que reforcem o uso consciente do plano de saúde, como a atenção à cobertura e o uso da reconsulta, que é de até 20 dias após a primeira ida ao médico. É importante também combater desvios e frisar a importância de não “emprestar” a carteira do convênio para terceiros.

Em outra frente de ação devem ser lançadas campanhas preventivas de saúde e incentivo a prática de exercícios físicos, indo além da ginástica laboral. A promoção de atividades físicas em grupo, como torneios entre departamentos, por exemplo, são ações de baixo custo, alta probabilidade de gerar engajamento entre os funcionários e que podem representar uma mudança importante no estilo de vida dos envolvidos, combatendo o sedentarismo e promovendo a saúde.

Estudos publicados na revista The Lancet mostram que o sedentarismo custa US$ 67,5 bilhões à economia global todos os anos, sendo cerca de US$ 58,8 bi em cuidados médicos e US$ 13,7 bi perdidos em produtividade.

Para combater os fatores de risco é importante criar programas de qualidade de vida e prevenção que funcionem e, para isso, é preciso investir no mapeamento do perfil de saúde dos funcionários. Saber quantos deles fumam ou quantos são obesos vai ajudar a empresa a entender os pontos de atenção e investir em ações que gerem redução dos custos assistenciais e com isso, possibilitem uma negociação mais favorável com os planos de saúde.

E por fim, mas não menos importante, é preciso investir em monitoramento da saúde, principalmente dos doentes crônicos.

Monitoramento da saúde de doentes crônicos: funcionários e empresa mais saudáveis

Doentes crônicos – hipertensos, diabéticos, etc. – precisam de um suporte especial. Por definição, a doença crônica não tem cura, mas muitos pacientes não dão a elas a atenção adequada, seja por falta de tempo, de informação ou por não terem consciência de que são doentes.

Se em seu quadro de funcionários existirem muitas pessoas com condições crônicas, você está mais propenso a sofrer com absenteísmo e a ter gastos aumentados com despesas de saúde caso esses funcionários não deem a devida atenção a sua saúde. Por isso, é preciso ter um olhar mais atendo para esse grupo, criando ações voltadas para suas necessidades como oficinas para diabéticos e hipertensos, cardápios especiais (caso haja alimentação oferecida pela empresa) e ações regulares de comunicação interna voltadas para esse grupo,

Qualquer mínimo investimento nessas ações já é capaz de melhorar a qualidade de vida do funcionário que sofre de uma condição crônica e impactar positivamente em sua produtividade no trabalho. Tudo isso pode reduzir despesas da empresa e aumentar a satisfação de funcionário e seus familiares.

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Sabemos que a prevenção diminui consideravelmente a incidência de doenças, mas ela se torna mais poderosa quando aliada ao monitoramento da saúde e ao mapeamento do perfil de saúde.

E você, como tem feito para reduzir as despesas com saúde da sua empresa? Já adotou o monitoramento da saúde entre seus funcionários? Conte para nós a sua experiência!

 

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