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O conceito Triple Aim e as melhores práticas nos sistemas de saúde ao redor do mundo

O aperfeiçoamento da gestão em saúde não é uma preocupação nova, mas tem ganhado força ao longo das últimas décadas com a adoção de alguns modelos inteligentes em todo o mundo. Um dos mais recentes e efetivos é o Triple Aim, desenvolvido na década de 80 pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI).

A ideia do Triple Aim é melhorar a saúde das pessoas e o sistema de saúde como um todo através de três vertentes: o foco na experiência do paciente, na saúde populacional e na redução de custos per capita. Para isso, é preciso a macro interação entre os cuidados oferecidos, a coleta de dados profissionais e pacientes. É a sustentabilidade no tripé ambiental, econômico e social. Mas como fazer essa interação e utilizar a estratégia da melhor forma?

Veja como o Triple Aim tem ajudado provedores e sistemas de saúde em todo o mundo.

Como Triple Aim pode melhorar a saúde da população.

O Triple Aim é uma estratégia integrada, onde cada ponta do tripé influencia o outro. Por exemplo, para melhorar a saúde da população e acompanhar com eficiência o aumento da expectativa de vida é preciso investir na educação dos beneficiários de um plano de saúde a respeito das doenças crônicas, já que o envelhecimento da população traz os males de custos mais elevados.

Os programas de medicina preventiva, então, são parte fundamental da estratégia para melhoria da saúde da população, estabelecendo o status dessa parcela e realocando recursos para as atividades mais impactantes. Outros procedimentos, no entanto, devem ser desenvolvidos para identificar e solucionar problemas que interferem na promoção da saúde da população. Confira:

1 – Redefinição dos serviços de cuidados primários para garantir o acesso de maneira coordenada;

2 – Promover o engajamento de pacientes e familiares na concepção do modelo de atenção, ao mesmo tempo trabalhando com a comunidade para incentivar comportamentos saudáveis;

3 – Desenvolver um sistema de integração que avalie a capacidade versus demanda de serviços sociais; e

4 – Desenvolver um sistema de aprendizagem e aperfeiçoamento contínuo, tanto para os pacientes – a respeito de prevenção de doenças crônicas através de hábitos saudáveis – como para prestadoras – em relação ao incentivo desses hábitos e monitoramento dos doentes crônicos, por exemplo.

Experiência do paciente: foco no cuidado, acesso e confiança.

Na segunda ponta do Triple Aim está a experiência do paciente, que deve ser desenvolvida com qualidade, focando o cuidado, o acesso e a confiança no sistema de saúde, fatores fundamentais para um maior engajamento ao tratamento.

Uma pesquisa realizada no Hospital de Dartmouth (NYC, EUA) por exemplo, mostrou que mais assistência não significa necessariamente melhor assistência e que o volume extra de despesas, visitas médicas, recursos, hospitalizações e testes diagnósticos, sem sistematização, não trazia longevidade, nem qualidade de vida aos pacientes.

É preciso estabelecer um conjunto de princípios que foquem na personalização do atendimento, coordenação da assistência voltada para aquele grupo específico e confiabilidade – implementando melhores práticas e resultados. O monitoramento do paciente por exemplo, aperfeiçoa a experiência de atendimento, personalizando sua prática.

A falta de objetividade, por outro lado, influencia não apenas na saúde do paciente, mas nos próprios gastos dos provedores de saúde. Para se ter uma ideia, de acordo com o Health Partners (2011), os custos anuais para o tratamento efetivo de um paciente diabético, atinge em média U$1,5 mil, enquanto que para os pacientes com diabetes mal controlado, os custos anuais podem chegar a U$20 mil.

Triple Aim e a redução de custos

É preciso compreender, no entanto, que o Triple Aim depende da implementação de melhorias, mas para que o progresso seja alcançado é necessário que os três aspectos sejam constantemente analisados simultaneamente. Através da evolução da saúde do indivíduo ocorre a melhora da saúde da comunidade, a qual, uma vez adepta do autocuidado e engajada nos tratamentos, reduz os custos dos provedores de saúde.

É o que se pode notar com a assistência médica Kaiser Permanente, que engloba oito regiões dos Estados Unidos. Em 2008, a organização desenvolveu um programa de monitoramento de pacientes pós-alta hospitalar. A melhoria da atenção do estado de saúde dessa população resultou em menos readmissões hospitalares, impactando diretamente a comunidade, que passou a ter mais leitos disponíveis, e a instituição, que reduziu os gastos evitáveis com essa população.

Com o processo de envelhecimento da população, como o que o Brasil está vivendo, aumentam as doenças crônicas e automaticamente o número de intervenções custosas. A adoção do modelo Triple Aim reduz o custo per capita – já que ele também é influenciado pelo modelo de assistência adotado pelas prestadoras.

A verticalização do atendimento, por exemplo, foca exclusivamente no problema principal, deixando de lado tanto outras como morbidades quanto a prevenção de futuras ocorrências no ato do atendimento.

A medicina defensiva é muito mais dispendiosa do que a preventiva: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), só nos Estados Unidos estima-se que cerca de U$ 500 bilhões por ano sejam gastos com procedimentos invasivos e a execução
descontrolada de exames médicos sem evidências de que o tratamento escolhido seja o mais apropriado para o paciente – ou simplesmente desnecessários.

Todo o processo do Triple Aim para ser eficiente depende de uma boa base de dados, de informações colhidas de ferramentas que possam medir o desempenho de forma contínua. Não há mudanças sem a implantação de soluções inovadoras que permitam maior personalização do serviço prestado desde o primeiro atendimento até o monitoramento de pacientes crônicos ou pós-alta, que reduza o desperdício, e que leve melhor qualidade de vida e bem-estar ao paciente.

O SmartCare pode ajudar você a implementar o Triple Aim na sua operadora através de processos inteligentes que garantem maior eficiência com menores custos. Proporcione essa nova experiência de atendimento aos seus beneficiários e veja como reduzir despesas agregando valor à sua prestação de serviço em saúde.

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